Papa Francisco morre aos 88 anos; Igreja inicia período de luto e prepara novo conclave
Pontífice argentino faleceu no Vaticano após AVC e insuficiência cardíaca; funeral será realizado na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma

O Vaticano anunciou na manhã desta segunda-feira, 21 de abril de 2025, o falecimento do Papa Francisco, aos 88 anos, em sua residência na Casa Santa Marta, no Vaticano. A causa da morte foi um acidente vascular cerebral (AVC) seguido de insuficiência cardíaca irreversível, conforme comunicado oficial assinado pelo médico Andrea Arcangeli, diretor de Saúde e Higiene do Estado da Cidade do Vaticano.
Nascido Jorge Mario Bergoglio em Buenos Aires, Argentina, em 17 de dezembro de 1936, Francisco foi o primeiro papa jesuíta, latino-americano e do Hemisfério Sul. Eleito em 13 de março de 2013, sucedeu Bento XVI e liderou a Igreja Católica por mais de 12 anos.
Durante seu pontificado, Francisco destacou-se por sua ênfase na misericórdia, humildade e compromisso com os marginalizados. Promoveu reformas na Cúria Romana, enfrentou a crise de abusos sexuais na Igreja e abordou questões sociais e ambientais em encíclicas como "Laudato Si'" e "Fratelli Tutti".
O funeral do Papa Francisco será realizado na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, conforme seu desejo expresso em testamento. Ele será sepultado em uma tumba simples, com a inscrição "Franciscus".
Com a morte do pontífice, inicia-se o período de "Sede Vacante". O conclave para a eleição do novo papa deverá ocorrer entre 15 e 20 dias após o falecimento, reunindo os cardeais eleitores no Vaticano.
Líderes mundiais e religiosos expressaram pesar pela morte de Francisco. O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, descreveu-o como
"um líder raro que nos inspirou a ser melhores".
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nota destacando o legado de Francisco:
"Ele nos ensinou a viver os valores do Evangelho com fidelidade, coragem e amor universal, especialmente em favor dos mais pobres e marginalizados".
A morte de Francisco marca o fim de um pontificado que buscou aproximar a Igreja dos fiéis e enfrentar desafios contemporâneos com coragem e compaixão.


