Empresas Americanas Perdem Mais de US$ 10 Trilhões em Valor de Mercado em 2025
Efeito dominó atinge Wall Street após nova onda de tarifas comerciais e tensões globais

Desde o início de 2025, empresas americanas já perderam mais de US$ 10 trilhões em valor de mercado, marcando uma das maiores correções do mercado desde a pandemia. A principal causa? Um novo pacote de tarifas comerciais impostas pelo governo dos EUA.
O presidente norte-americano surpreendeu o mundo financeiro ao anunciar uma tarifa de 10% sobre todas as importações, com alíquotas mais agressivas — 20% para produtos da União Europeia e 25% para veículos estrangeiros. A medida, considerada protecionista, provocou uma reação imediata de países como a China, que respondeu com tarifas de até 34% sobre produtos americanos.
O impacto foi sentido em toda a Bolsa de Nova York, com gigantes como Apple, Meta, Boeing e United Airlines liderando as perdas.
📉 Empresas com maiores perdas no valor de mercadoEmpresa | Setor | Perda estimada (US$) | Queda em % (YTD) |
|---|---|---|---|
Apple | Tecnologia | 470 bilhões | -17% |
Meta (Facebook) | Tecnologia | 320 bilhões | -22% |
Boeing | Aviação/Defesa | 190 bilhões | -28% |
United Airlines | Aviação Comercial | 75 bilhões | -31% |
General Motors | Automotivo | 68 bilhões | -26% |
Tesla | Automotivo/Tecnologia | 210 bilhões | -19% |
Amazon | E-commerce/TI | 350 bilhões | -14% |
Outro ponto crítico apontado por analistas é que o mercado já apresentava sinais de supervalorização. Estimativas indicam que o índice S&P 500 operava entre 30% e 40% acima do seu valor justo, sustentado por margens de lucro que agora estão sob forte pressão.
“Essas tarifas desmontam o principal argumento para as avaliações elevadas das big techs. Os custos sobem, as margens caem, e o mercado corrige”, afirmou Jeremy Inker, estrategista-chefe da GMO.
Apesar da turbulência, investidores mais ousados enxergam oportunidades em ações de empresas líderes que sofreram correções agressivas, mas seguem com fundamentos sólidos. Ainda assim, o mercado permanece em alerta, aguardando os próximos capítulos dessa nova guerra comercial.


